Conforme prometido estou diponibilizando os slides da palestra nesse link: Slides da Palestra sobre Estratégias de Redes Sociais
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quinta-feira, maio 20, 2010
Estratégias de Redes Sociais
Nesta última quarta-feira realizei palestra sobre Estratégias de Redes Sociais conforme comentei no post do dia 16 de abril. A avaliação que faço da palestra é a seguinte: a) ainda existe, em sua maioria, a idéia de que redes sociais são apenas ferramentas como orkut, linkedin, youtube, etc; b) com isso, percebi certa surpresa ao dizer que as redes podem estar em qualquer lugar independente da tecnologia, ou seja, nas associações, no ambiente de trabalho, na escola e na familia; c) muitos ainda não descobriram o potencial do uso da análise de redes sociais e esse é um assunto ainda muito pouco divulgado na academia e pouco explorado pelas empresas; d) percebi também que há estudantes interessados no tema e que já vêm trabalhando ou estudando o assunto, o que é muito bom; e) os métodos/metodologias para a compreensão das redes sociais também são desconhecidos pela maioria dos estudantes; f) ao comentar o termo "cauda longa" percebi a surpresa na platéia o que pode indicar o desconhecimento do potencial das redes sociais e da Web 2.0.
Conforme prometido estou diponibilizando os slides da palestra nesse link: Slides da Palestra sobre Estratégias de Redes Sociais
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sexta-feira, abril 16, 2010
Palestra sobre Redes Sociais
Estou preparando uma palestra sobre Estratégias de Redes Sociais e pretendo responder, inicialmente, às seguintes questões: O que são? Por que estar em uma rede social? Como as empresas podem utilizá-las? Que tecnologias de redes sociais estão disponíveis?
Vamos elaborar a pauta dessa palestra juntos? Envie um comentário com sua sugestão ou dúvida a ser abordada na palestra.
Essa palestra será ministrada na Semana Intercursos da FACITEC - Brasília/DF na semana do dia 17 de maio de 2010.
A idéia é disponibilizar o material produzido após o evento. Até o momento não sei se será possível colocar áudio e/ou vídeo, mas os slides com certeza estarão à disposição de todos.

Vamos elaborar a pauta dessa palestra juntos? Envie um comentário com sua sugestão ou dúvida a ser abordada na palestra.
Essa palestra será ministrada na Semana Intercursos da FACITEC - Brasília/DF na semana do dia 17 de maio de 2010.
A idéia é disponibilizar o material produzido após o evento. Até o momento não sei se será possível colocar áudio e/ou vídeo, mas os slides com certeza estarão à disposição de todos.
Palestra sobre Redes Sociais
segunda-feira, abril 05, 2010
Por que utilizar a análise de redes sociais.
A análise de redes sociais tem sido utilizada em diversos contextos sociais, dentre os quais citamos as organizações, comunidades civis, escolas, bairros e outros. Cross e Parker (2004) tabularam algumas aplicações mais comuns das redes sociais as quais mostro abaixo:
a) suporte a alianças e parcerias – o estabelecimento de parcerias e alianças entre as organizações tem fortalecido ou tornado algumas empresas mais competitivas. As redes sociais ajudam a entender e avaliar essas alianças e parcerias.
b) avaliar a execução de estratégias – ocorre nas organizações centradas no conhecimento e em que a colaboração é intensiva entre as unidades funcionais. As redes sociais ajudam a avaliar se a colaboração entre estas unidades organizacionais está ocorrendo de forma a atender os objetivos estratégicos.
c) aprimorar a tomada de decisão da alta administração – a alta administração das organizações necessita informações provenientes dos outros níveis funcionais para a tomada de decisão adequada a seus objetivos. As redes sociais colaboram na identificação de como estas informações fluem entre esses níveis e dentro deles.
d) integrar redes entre processos-chave – as redes sociais permitem o diagnóstico do fluxo da informação e do conhecimento para as funções críticas dos principais processos da organização. Esta utilização se faz importante tendo em vista a fragmentação dos processos principais em unidades organizacionais, o que, muitas vezes, compromete a qualidade, a eficiência e a inovação.
e) promover inovação –esta é uma aplicação importante para se saber como as equipes estão integrando seus conhecimentos e habilidades e quão efetiva tem sido a disponibilização dessa expertise a outras equipes na organização.
f) desenvolver comunidades de prática – usualmente, as comunidades de prática não são formalmente reconhecidas, mas exercem um papel na distribuição de seus conhecimentos e habilidades. As redes sociais descobrem as pessoas-chaves dessas comunidades bem como avaliam sua conectividade. A partir dessa descoberta, os tomadores de decisão podem estimular a participação em comunidades que utilizam a infraestrutura tecnológica da organização;
g) garantir integração em processos de mudança – as redes sociais exercem papel importante nos processos de mudança na identificação das pessoas-chaves capazes de levar informações relevantes que garantam a mudança. Pode também ser utilizada na avaliação da efetividade pós-mudança.

a) suporte a alianças e parcerias – o estabelecimento de parcerias e alianças entre as organizações tem fortalecido ou tornado algumas empresas mais competitivas. As redes sociais ajudam a entender e avaliar essas alianças e parcerias.
b) avaliar a execução de estratégias – ocorre nas organizações centradas no conhecimento e em que a colaboração é intensiva entre as unidades funcionais. As redes sociais ajudam a avaliar se a colaboração entre estas unidades organizacionais está ocorrendo de forma a atender os objetivos estratégicos.
c) aprimorar a tomada de decisão da alta administração – a alta administração das organizações necessita informações provenientes dos outros níveis funcionais para a tomada de decisão adequada a seus objetivos. As redes sociais colaboram na identificação de como estas informações fluem entre esses níveis e dentro deles.
d) integrar redes entre processos-chave – as redes sociais permitem o diagnóstico do fluxo da informação e do conhecimento para as funções críticas dos principais processos da organização. Esta utilização se faz importante tendo em vista a fragmentação dos processos principais em unidades organizacionais, o que, muitas vezes, compromete a qualidade, a eficiência e a inovação.
e) promover inovação –esta é uma aplicação importante para se saber como as equipes estão integrando seus conhecimentos e habilidades e quão efetiva tem sido a disponibilização dessa expertise a outras equipes na organização.
f) desenvolver comunidades de prática – usualmente, as comunidades de prática não são formalmente reconhecidas, mas exercem um papel na distribuição de seus conhecimentos e habilidades. As redes sociais descobrem as pessoas-chaves dessas comunidades bem como avaliam sua conectividade. A partir dessa descoberta, os tomadores de decisão podem estimular a participação em comunidades que utilizam a infraestrutura tecnológica da organização;
g) garantir integração em processos de mudança – as redes sociais exercem papel importante nos processos de mudança na identificação das pessoas-chaves capazes de levar informações relevantes que garantam a mudança. Pode também ser utilizada na avaliação da efetividade pós-mudança.
Por que utilizar a análise de redes sociais.
domingo, fevereiro 07, 2010
Estratégia e Redes Sociais
A edição janeiro/fevereiro 2009 da HSM Management traz uma entrevista com o guru da estratégia Michael Porter. Apesar de alguns elogios ao Brasil, relacionados à nossa criatividade, espírito empreendedor e o que ele chama de sensibilidade à estratégia, Porter tece algumas críticas que, na minha opinião são carregadas de desdém. Em um pequeno trecho sobre o aeroporto de São Paulo Porter generaliza uma má administração, funcionários à toa e desinteresse ao cliente. Acredito que, como estudioso em gestão, ele pudesse ser mais cauteloso em suas generalizações. Vejam o exemplo dos EUA como gestor e grande causador da crise econômica deflagrada em 2008, cujas consequencias vemos até hoje.
Deixando à parte essas críticas mais nacionalistas, o artigo mostra em geral que as instituições, sejam públicas ou privadas, devem olhar com maior cuidado para suas relações internas e externas. As redes sociais, de colaboração e outras formas de entendimento das relações com nossos clientes e parceiros são temas constantes nas publicações especializadas e merecem ser vistas como estratégicas. Lembro que estudar redes sociais (diria melhor estudar o capital social) não é apenas estudar as tecnologias hoje disponíveis na internet. Podemos analisar o capital social para nossas rotinas de trabalho e para a compreensão das relações com o ambiente externo. A entrevista com Porter cita por diversas vezes a inovação e a análise do capital social pode diagnosticar se o perfil da rede social está ou não voltada para a inovação. Esse é um dos pontos que diferencia o modelo do Capital Social Estratégico do framework do Groundswell.

Deixando à parte essas críticas mais nacionalistas, o artigo mostra em geral que as instituições, sejam públicas ou privadas, devem olhar com maior cuidado para suas relações internas e externas. As redes sociais, de colaboração e outras formas de entendimento das relações com nossos clientes e parceiros são temas constantes nas publicações especializadas e merecem ser vistas como estratégicas. Lembro que estudar redes sociais (diria melhor estudar o capital social) não é apenas estudar as tecnologias hoje disponíveis na internet. Podemos analisar o capital social para nossas rotinas de trabalho e para a compreensão das relações com o ambiente externo. A entrevista com Porter cita por diversas vezes a inovação e a análise do capital social pode diagnosticar se o perfil da rede social está ou não voltada para a inovação. Esse é um dos pontos que diferencia o modelo do Capital Social Estratégico do framework do Groundswell.
Estratégia e Redes Sociais
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Modelo Processual do CSE
Após uma breve descrição do modelo conceitual, o qual sustenta conceitualmente o modelo, podemos aplicar o modelo processual do capital social estratégico. Esta fase é mais prática e se aplica a qualquer tipo de objetivo ou função a ser analisada. A finalidade de mostrar o modelo processual do CSE é proporcionar um framework para a análise do capital social estratégico, bem como compartilhá-lo para construirmos um modelo mais maduro.
O modelo processual do CSE é composto de:
1. Identificação do Objetivo a ser Analisado
O primeiro passo é o entendimento do negócio como um todo e selecionar objetivos ou funções que possam ser analisados e estejam em condição de ser enfrentados pela organização. Esses objetivos e funções podem ser selecionados a partir do planejamento estratégico e das estratégias organizacionais.
Atividades
1) descrever a estrutura organizacional, identificando cada uma de suas partes, projetos importantes e seus respectivos líderes e responsáveis;
2) identificar as pessoas-chaves da organização e seu papel;
3) identificar os patrocinadores das atividades realizadas na organização;
4) identificar as unidades organizacionais que serão impactadas pelo projeto; e
5) descrever o problema, o objetivo, a função ou o projeto a ser analisado sob a perspectiva do capital social, com sua situação atual e as necessidades dos usuários em relação ao projeto.
Produtos gerados
1) descrição detalhada da organização e dos objetivos ou funções a serem analisadas.
2. Diagnóstico
A fase do diagnóstico é responsável pela coleta de informações necessárias para a compreensão de três aspectos ligados aos objetivos ou funções definidas: as estruturas sociais, os ativos coletivos e os tipos de interação do ambiente.
Atividades
1) definir a metodologia a ser utilizada no processo de coleta de informações. O objetivo do modelo está ligado às redes sociais que permitem a construção do capital social e, por isso, a metodologia de análise de redes sociais será empregada, podendo, entretanto, ser utilizada de diversas formas;
2) elaborar instrumento para identificação dos ativos coletivos da organização em relação à confiança, cultura, normas etc. , considerando-se o ambiente interno e externo à organização;
3) realizar pesquisa interna para coleta de dados sobre os ativos coletivos;
4) elaborar instrumento para mapeamento das estruturas sociais da organização, levando-se em consideração as estruturas de relacionamento, hierárquicas e as posições dos elementos da estrutura;
5) realizar coleta de dados sobre as estruturas sociais da organização;
6) elaborar instrumento para identificação do tipo de interação social predominante na organização; e
7) realizar coleta de dados sobre os tipos de interação social.
Produtos gerados
1) metodologia definida e expressa;
2) instrumentos de coleta de dados para identificação dos ativos coletivos;
3) instrumentos de coleta de dados para mapeamento das estruturas sociais da organização;
4) instrumentos de coleta de dados para identificação do tipo de interação social;
5) dados relativos aos ativos coletivos, estruturas sociais e tipo de interação coletados.
3. Análise do Diagnóstico
Após a fase do diagnóstico, a fase de análise é realizada com base nas informações coletadas e permitirá uma compreensão mais aprofundada dos recursos informação e conhecimento no que se referem ao capital social e às redes sociais do objetivo ou da função propostos para análise. A partir de algumas variáveis, podem ser identificados alguns problemas de mobilização desses recursos e, por consequência, a definição de ações que os suprimam ou minimizem.
A título de exemplo, a posição estrutural pode ser uma variável para aplicação do capital social na gestão da informação e do conhecimento. Medir o capital social não quer dizer atribuir um valor a todos os recursos acessíveis por um indivíduo ou um grupo, mas apenas àqueles recursos úteis em uma situação particular e que podem ser mobilizados em um dado momento, ou seja, na utilidade dos recursos e em sua acessibilidade potencial.
Atividades
1) estruturar e preparar os dados para submissão a uma ferramenta de análise;
2) submeter os dados coletados a uma ferramenta de visualização;
3) identificar padrões estruturais e de comportamento nas redes;
4) analisar os dados quantitativos coletados;
5) confirmar, por meio da comparação, os dados quantitativos e os visuais;
6) realizar reuniões para confirmação dos resultados apresentados nas redes e, se for o caso, ajustá-los se maneira a expressar melhor a realidade.
Produtos gerados
1) dados tratados e preparados para a uso em uma ferramenta de análise;
2) modelos de redes gerados pelas ferramentas de análise, bem como a organização dos dados quantitativos;
3) padrões de redes e de comportamento identificados e validados;
4) mapa das estruturas sociais da organização;
5) descrição dos ativos coletivos identificados; e
6) descrição dos níveis de interação social existentes na organização.
4. Definição de Ações
Com base na análise realizada na fase anterior, passamos à fase da elaboração das ações necessárias para o ajuste das condutas em relação às redes sociais. O foco desta fase está nos tipos de ação expressiva e instrumental conforme identificados e confirmados na fase anterior.
1) realizar reuniões para deliberação quanto às possíveis ações a serem tomadas;
2) selecionar ações a serem implementadas; e
3) desenvolver planos de projeto para a execução das ações propostas, com indicadores de resultado e desempenho, responsáveis, prazos e demais recursos necessários.
Produtos gerados
1) Planos de ação elaborados e aprovados.
5. Implementação das Ações
Na fase da implementação passa-se à operacionalização das ações, em que seus responsáveis exercitarão seus relacionamentos para a viabilização destes. Devem ser acompanhados em sua implementação e execução para que, por meio dos indicadores propostos, haja a avaliação de desempenho e de resultados.
Atividades
1) implementar os projetos propostos; e
2) estabelecer os mecanismos de acompanhamento.
Produtos gerados
1) Ações implantadas.
6. Avaliação
Esta fase, além de avaliar os resultados alcançados com a implementação das ações propostas, possui uma característica mais ampla, ao permitir a avaliação do processo do capital social estratégico como um todo. As ações implementadas serão avaliadas em relação ao impacto no capital econômico, político e social do indivíduo ou da coletividade – unidade, organização, equipe, etc. – ou em seu bem-estar físico, mental e de vida. Proporcionará também o resultado da efetividade, ou não, da ação, que, em um novo ciclo, desencadeará uma adaptação. Com relação às outras fases deste modelo, poderá identificar pontos necessários de ajuste quanto aos métodos empregados e aos produtos entregues.
Atividades
1) avaliação do resultado e do desempenho das ações propostas; e
2) avaliação dos métodos utilizados nas fases anteriores;
Produtos gerados
1) relatórios de avaliação para subsidiar adaptações ao objetivo ou função selecionadas.
2) proposta de ajustes, se necessário, nos métodos e produtos das fases anteriores.
Qual é a proposta a partir de agora? A proposta aplicarmos os modelos em casos reais de forma a melhorá-los e consolidá-los. Quem se habilta?
Modelo Processual do CSE
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Capital Social Estratégico - Parte I - Análise Redes Sociais
De volta, vamos a mais um conceito para a consolidação do que chamamos de Capital Social Estratétigo: as redes sociais e a sua análise. Boa leitura.
As redes sociais conduzem a uma nova abordagem de pesquisa social com ênfase nas relações entre diversas unidades de interação, não só no indivíduo de forma isolada e independente. Para Nan Lin, um dos expoentes do estudo do capital social, as redes sociais “representam uma estrutura social menos formal nas quais existem (sic) pouca ou nenhuma formalidade no delineamento de posições e regras e na atribuição de autoridade aos participantes”. A forma de atuação de uma rede social é diferente de uma realizada em uma estrutura de rede formal ou mesmo nas chamadas redes temáticas. Suas relações se dão por meio do estabelecimento de acordos mútuos em que a persuasão é a base de convencimento. Porém, a formação de redes se dá de acordo com os interesses de cada indivíduo ou grupo. Podemos ter redes diferentes atuando em um mesmo ambiente. Esta é uma implicação que mostra o conceito de capital social de James Coleman. Uma rede temática está relacionada a um assunto específico e sua grande preocupação está em sua estrutura, diferentemente do capital social e das redes sociais.
A análise de redes sociais, sob a ótica das organizações, volta-se para os estudos das redes, visando à melhoria de sua competitividade, e está estreitamente relacionada com a gestão do conhecimento. Em artigo elaborado por Cláudio Terra e outros autores, eles enfatizam a importância dada pelas organizações de ponta à análise de redes sociais e a conceituam como sendo o “mapeamento da relação entre os diversos atores de uma organização e a representação destes relacionamentos na forma de matrizes, gráficos e análises quantitativas e qualitativas destes relacionamentos”. Este conceito, de forma ampla, caracteriza a essência do método e nos impele aos objetivos principais de seu uso para as organizações, que, de certa forma, estão alinhados com a Ciência da Informação: o conhecimento dos fluxos de informação e conhecimento. Assim, as redes sociais possuem um papel importante para a inovação, à medida que são elas que mantêm os canais e fluxos de informação, tendo como base a confiança e o respeito para a existência do compartilhamento de informação e da consequente inovação pela provocação dos processos mentais de seus atores. Com um foco mais organizacional, Cross e Parker vêem a análise de redes sociais contribuindo para o aumento da colaboração dentro das organizações. É colocada como mecanismo para obtenção de uma visão mais exata e de ajuda no processo de tomada de decisão e de promoção de uma efetiva colaboração. Desta forma, os executivos podem obter insights para tratar as desconexões e a inflexibilidade nas redes.
No próximo POST explorarei mais a metodologia da análise de redes sociais. aguardem.

As redes sociais conduzem a uma nova abordagem de pesquisa social com ênfase nas relações entre diversas unidades de interação, não só no indivíduo de forma isolada e independente. Para Nan Lin, um dos expoentes do estudo do capital social, as redes sociais “representam uma estrutura social menos formal nas quais existem (sic) pouca ou nenhuma formalidade no delineamento de posições e regras e na atribuição de autoridade aos participantes”. A forma de atuação de uma rede social é diferente de uma realizada em uma estrutura de rede formal ou mesmo nas chamadas redes temáticas. Suas relações se dão por meio do estabelecimento de acordos mútuos em que a persuasão é a base de convencimento. Porém, a formação de redes se dá de acordo com os interesses de cada indivíduo ou grupo. Podemos ter redes diferentes atuando em um mesmo ambiente. Esta é uma implicação que mostra o conceito de capital social de James Coleman. Uma rede temática está relacionada a um assunto específico e sua grande preocupação está em sua estrutura, diferentemente do capital social e das redes sociais.
A análise de redes sociais, sob a ótica das organizações, volta-se para os estudos das redes, visando à melhoria de sua competitividade, e está estreitamente relacionada com a gestão do conhecimento. Em artigo elaborado por Cláudio Terra e outros autores, eles enfatizam a importância dada pelas organizações de ponta à análise de redes sociais e a conceituam como sendo o “mapeamento da relação entre os diversos atores de uma organização e a representação destes relacionamentos na forma de matrizes, gráficos e análises quantitativas e qualitativas destes relacionamentos”. Este conceito, de forma ampla, caracteriza a essência do método e nos impele aos objetivos principais de seu uso para as organizações, que, de certa forma, estão alinhados com a Ciência da Informação: o conhecimento dos fluxos de informação e conhecimento. Assim, as redes sociais possuem um papel importante para a inovação, à medida que são elas que mantêm os canais e fluxos de informação, tendo como base a confiança e o respeito para a existência do compartilhamento de informação e da consequente inovação pela provocação dos processos mentais de seus atores. Com um foco mais organizacional, Cross e Parker vêem a análise de redes sociais contribuindo para o aumento da colaboração dentro das organizações. É colocada como mecanismo para obtenção de uma visão mais exata e de ajuda no processo de tomada de decisão e de promoção de uma efetiva colaboração. Desta forma, os executivos podem obter insights para tratar as desconexões e a inflexibilidade nas redes.
No próximo POST explorarei mais a metodologia da análise de redes sociais. aguardem.
Capital Social Estratégico - Parte I - Análise Redes Sociais
sábado, janeiro 03, 2009
Capital Social Estratégico - Parte I - Capital Social
A partir de hoje iniciaremos um conjunto de publicações com a intenção de divulgar o capital social estratégico (CSE) e seus modelos conceitual e processual. Inicialmente vou explorar alguns conceitos utilizados para a construção do CSE e posteriormente demonstrarei os modelos criados como um framework para sua utilização. Espero com isso, contribuir para as discussões a respeito dos temas capital social e análise de redes sociais no âmbito da ciência da informação. Vamos então para o primeiro conceito: o capital social.
O termo capital social, introduzido inicialmente pelos sociólogos e cientistas políticos, traz em seu bojo um conjunto de definições que têm em sua essência a obtenção de algum valor ou recurso, ou ainda a compreensão da natureza do envolvimento das pessoas nas redes informais e formais. Isso pode ser visto em diversos autores que tratam sobre o tema como Robert Putnam, James Coleman, Nan Lin, Ronald Burt e Ajejandro Portes. O ponto de partida para a construção de um conceito de capital social se inicia na discussão do que é capital a partir de Adam Smith que incluiu as habilidades individuais e úteis de uma população como parte do capital de um país. A obra de Adam Smith serve de referência para aqueles que contrapunham ou não o capitalismo. Um desses estudiosos foi Karl Marx que, em sua teoria, defendia a divisão das classes dos burgueses e dos trabalhadores. Essa teoria, também chamada de teoria clássica de Marx ou teoria Marxista, está baseada na produção e troca de commodities, ou seja, no custo de produção e no valor de troca no mercado. Considera o trabalhador de forma ainda mecanicista deixando de lado o conhecimento e habilidades inerentes aos seres humanos. Já Schultz e Johnson contestam a teoria clássica de capital ao afirmarem que os trabalhadores, antes explorados, tornam-se exploradores modificando a estrutura social que, na teoria marxista, estava na divisão de classes e agora se torna mais difusa, permitindo aos trabalhadores, ao investirem em conhecimento e habilidades, se tornem capitalistas. Surge então a teoria do Capital Humano.
O capital social pode ser visto como um ativo social em virtude das conexões de seus atores e ao acesso a recursos na rede ou grupo aos quais são membros. Os recursos existentes em um determinado ambiente podem ser de caráter material ou simbólico. Os recursos materiais são os representados pelos objetos da realidade como imóveis, dinheiro, bens em geral. Os recursos simbólicos são representados pelas normas, costumes, cultura, conhecimento, em geral intangíveis. A informação e o conhecimento possuem, no âmbito desta pesquisa e sem desconsiderar sua materialização em algum suporte físico, um caráter mais simbólico uma vez que estudaremos com maior ênfase sua característica informal.
O que percebemos é que o conceito de capital social, segundo alguns autores, se encontra fortemente ligado aos recursos inerentes às suas redes, o que implica à atribuição de um valor a esses recursos. Essa perspectiva de valor pode ser aplicada à informação e ao conhecimento uma vez que, entendidos como recursos, geram um tipo de relacionamento voltado para a oferta e procura. Essa valorização da informação e do conhecimento sofre a influência de forças internas e externas ao ambiente.
Procurando construir um conceito de capital social, os recursos pessoais possibilitam o acesso a outros existentes em uma rede, o que torna ainda maior o contexto do capital social. Já os recursos sociais estão embutidos nas relações sociais, nas ligações existentes entre diversos atores. Mesmo quando não há utilização desses recursos, existe a utilidade simbólica que promove a posição social. O capital social, sob uma perspectiva da ciência da informação, pode ser entendido como os recursos informacionais, de conhecimento e de relações existentes em um ambiente e necessários para sua manutenção e desenvolvimento que, por meio das interações entre os diversos atores desse ambiente, promovem a transferência da informação e do conhecimento para o alcance de um objetivo. Assim, o capital social promove as redes sociais como um canal de interação e de trocas de informação e conhecimento, que aliadas à confiança – característica inerente ao capital social – permitem o estabelecimento de um ambiente propício para a captura de recursos.

O termo capital social, introduzido inicialmente pelos sociólogos e cientistas políticos, traz em seu bojo um conjunto de definições que têm em sua essência a obtenção de algum valor ou recurso, ou ainda a compreensão da natureza do envolvimento das pessoas nas redes informais e formais. Isso pode ser visto em diversos autores que tratam sobre o tema como Robert Putnam, James Coleman, Nan Lin, Ronald Burt e Ajejandro Portes. O ponto de partida para a construção de um conceito de capital social se inicia na discussão do que é capital a partir de Adam Smith que incluiu as habilidades individuais e úteis de uma população como parte do capital de um país. A obra de Adam Smith serve de referência para aqueles que contrapunham ou não o capitalismo. Um desses estudiosos foi Karl Marx que, em sua teoria, defendia a divisão das classes dos burgueses e dos trabalhadores. Essa teoria, também chamada de teoria clássica de Marx ou teoria Marxista, está baseada na produção e troca de commodities, ou seja, no custo de produção e no valor de troca no mercado. Considera o trabalhador de forma ainda mecanicista deixando de lado o conhecimento e habilidades inerentes aos seres humanos. Já Schultz e Johnson contestam a teoria clássica de capital ao afirmarem que os trabalhadores, antes explorados, tornam-se exploradores modificando a estrutura social que, na teoria marxista, estava na divisão de classes e agora se torna mais difusa, permitindo aos trabalhadores, ao investirem em conhecimento e habilidades, se tornem capitalistas. Surge então a teoria do Capital Humano.
O capital social pode ser visto como um ativo social em virtude das conexões de seus atores e ao acesso a recursos na rede ou grupo aos quais são membros. Os recursos existentes em um determinado ambiente podem ser de caráter material ou simbólico. Os recursos materiais são os representados pelos objetos da realidade como imóveis, dinheiro, bens em geral. Os recursos simbólicos são representados pelas normas, costumes, cultura, conhecimento, em geral intangíveis. A informação e o conhecimento possuem, no âmbito desta pesquisa e sem desconsiderar sua materialização em algum suporte físico, um caráter mais simbólico uma vez que estudaremos com maior ênfase sua característica informal.
O que percebemos é que o conceito de capital social, segundo alguns autores, se encontra fortemente ligado aos recursos inerentes às suas redes, o que implica à atribuição de um valor a esses recursos. Essa perspectiva de valor pode ser aplicada à informação e ao conhecimento uma vez que, entendidos como recursos, geram um tipo de relacionamento voltado para a oferta e procura. Essa valorização da informação e do conhecimento sofre a influência de forças internas e externas ao ambiente.
Procurando construir um conceito de capital social, os recursos pessoais possibilitam o acesso a outros existentes em uma rede, o que torna ainda maior o contexto do capital social. Já os recursos sociais estão embutidos nas relações sociais, nas ligações existentes entre diversos atores. Mesmo quando não há utilização desses recursos, existe a utilidade simbólica que promove a posição social. O capital social, sob uma perspectiva da ciência da informação, pode ser entendido como os recursos informacionais, de conhecimento e de relações existentes em um ambiente e necessários para sua manutenção e desenvolvimento que, por meio das interações entre os diversos atores desse ambiente, promovem a transferência da informação e do conhecimento para o alcance de um objetivo. Assim, o capital social promove as redes sociais como um canal de interação e de trocas de informação e conhecimento, que aliadas à confiança – característica inerente ao capital social – permitem o estabelecimento de um ambiente propício para a captura de recursos.
Capital Social Estratégico - Parte I - Capital Social
sábado, outubro 04, 2008
O poder das redes sociais
Ao estudar o capital social percebi que as as redes sociais podem ser exploradas mais consistentemente do que vemos nas reportagens sobre o tema. O assunto redes sociais tem surgido várias vezes na revista INFO com a abordagem de ferramenta para relacionamento. Por vezes comentam que empresas estão utilizando esses ambientes para a seleção de pessoas. Concordando com essa utilidade destaco que redes sociais vão além disso. Uma análise de redes sociais em uma empresa pode trazer vários insigths relativos ao fluxo de informação e de conhecimento que uma estrutura organizacional formal não consegue visualizar de forma fácil.

O poder das redes sociais
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