Conforme prometido estou diponibilizando os slides da palestra nesse link: Slides da Palestra sobre Estratégias de Redes Sociais
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quinta-feira, maio 20, 2010
Estratégias de Redes Sociais
Nesta última quarta-feira realizei palestra sobre Estratégias de Redes Sociais conforme comentei no post do dia 16 de abril. A avaliação que faço da palestra é a seguinte: a) ainda existe, em sua maioria, a idéia de que redes sociais são apenas ferramentas como orkut, linkedin, youtube, etc; b) com isso, percebi certa surpresa ao dizer que as redes podem estar em qualquer lugar independente da tecnologia, ou seja, nas associações, no ambiente de trabalho, na escola e na familia; c) muitos ainda não descobriram o potencial do uso da análise de redes sociais e esse é um assunto ainda muito pouco divulgado na academia e pouco explorado pelas empresas; d) percebi também que há estudantes interessados no tema e que já vêm trabalhando ou estudando o assunto, o que é muito bom; e) os métodos/metodologias para a compreensão das redes sociais também são desconhecidos pela maioria dos estudantes; f) ao comentar o termo "cauda longa" percebi a surpresa na platéia o que pode indicar o desconhecimento do potencial das redes sociais e da Web 2.0.
Conforme prometido estou diponibilizando os slides da palestra nesse link: Slides da Palestra sobre Estratégias de Redes Sociais
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domingo, fevereiro 07, 2010
Estratégia e Redes Sociais
A edição janeiro/fevereiro 2009 da HSM Management traz uma entrevista com o guru da estratégia Michael Porter. Apesar de alguns elogios ao Brasil, relacionados à nossa criatividade, espírito empreendedor e o que ele chama de sensibilidade à estratégia, Porter tece algumas críticas que, na minha opinião são carregadas de desdém. Em um pequeno trecho sobre o aeroporto de São Paulo Porter generaliza uma má administração, funcionários à toa e desinteresse ao cliente. Acredito que, como estudioso em gestão, ele pudesse ser mais cauteloso em suas generalizações. Vejam o exemplo dos EUA como gestor e grande causador da crise econômica deflagrada em 2008, cujas consequencias vemos até hoje.
Deixando à parte essas críticas mais nacionalistas, o artigo mostra em geral que as instituições, sejam públicas ou privadas, devem olhar com maior cuidado para suas relações internas e externas. As redes sociais, de colaboração e outras formas de entendimento das relações com nossos clientes e parceiros são temas constantes nas publicações especializadas e merecem ser vistas como estratégicas. Lembro que estudar redes sociais (diria melhor estudar o capital social) não é apenas estudar as tecnologias hoje disponíveis na internet. Podemos analisar o capital social para nossas rotinas de trabalho e para a compreensão das relações com o ambiente externo. A entrevista com Porter cita por diversas vezes a inovação e a análise do capital social pode diagnosticar se o perfil da rede social está ou não voltada para a inovação. Esse é um dos pontos que diferencia o modelo do Capital Social Estratégico do framework do Groundswell.

Deixando à parte essas críticas mais nacionalistas, o artigo mostra em geral que as instituições, sejam públicas ou privadas, devem olhar com maior cuidado para suas relações internas e externas. As redes sociais, de colaboração e outras formas de entendimento das relações com nossos clientes e parceiros são temas constantes nas publicações especializadas e merecem ser vistas como estratégicas. Lembro que estudar redes sociais (diria melhor estudar o capital social) não é apenas estudar as tecnologias hoje disponíveis na internet. Podemos analisar o capital social para nossas rotinas de trabalho e para a compreensão das relações com o ambiente externo. A entrevista com Porter cita por diversas vezes a inovação e a análise do capital social pode diagnosticar se o perfil da rede social está ou não voltada para a inovação. Esse é um dos pontos que diferencia o modelo do Capital Social Estratégico do framework do Groundswell.
Estratégia e Redes Sociais
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Modelo Processual do CSE
Após uma breve descrição do modelo conceitual, o qual sustenta conceitualmente o modelo, podemos aplicar o modelo processual do capital social estratégico. Esta fase é mais prática e se aplica a qualquer tipo de objetivo ou função a ser analisada. A finalidade de mostrar o modelo processual do CSE é proporcionar um framework para a análise do capital social estratégico, bem como compartilhá-lo para construirmos um modelo mais maduro.
O modelo processual do CSE é composto de:
1. Identificação do Objetivo a ser Analisado
O primeiro passo é o entendimento do negócio como um todo e selecionar objetivos ou funções que possam ser analisados e estejam em condição de ser enfrentados pela organização. Esses objetivos e funções podem ser selecionados a partir do planejamento estratégico e das estratégias organizacionais.
Atividades
1) descrever a estrutura organizacional, identificando cada uma de suas partes, projetos importantes e seus respectivos líderes e responsáveis;
2) identificar as pessoas-chaves da organização e seu papel;
3) identificar os patrocinadores das atividades realizadas na organização;
4) identificar as unidades organizacionais que serão impactadas pelo projeto; e
5) descrever o problema, o objetivo, a função ou o projeto a ser analisado sob a perspectiva do capital social, com sua situação atual e as necessidades dos usuários em relação ao projeto.
Produtos gerados
1) descrição detalhada da organização e dos objetivos ou funções a serem analisadas.
2. Diagnóstico
A fase do diagnóstico é responsável pela coleta de informações necessárias para a compreensão de três aspectos ligados aos objetivos ou funções definidas: as estruturas sociais, os ativos coletivos e os tipos de interação do ambiente.
Atividades
1) definir a metodologia a ser utilizada no processo de coleta de informações. O objetivo do modelo está ligado às redes sociais que permitem a construção do capital social e, por isso, a metodologia de análise de redes sociais será empregada, podendo, entretanto, ser utilizada de diversas formas;
2) elaborar instrumento para identificação dos ativos coletivos da organização em relação à confiança, cultura, normas etc. , considerando-se o ambiente interno e externo à organização;
3) realizar pesquisa interna para coleta de dados sobre os ativos coletivos;
4) elaborar instrumento para mapeamento das estruturas sociais da organização, levando-se em consideração as estruturas de relacionamento, hierárquicas e as posições dos elementos da estrutura;
5) realizar coleta de dados sobre as estruturas sociais da organização;
6) elaborar instrumento para identificação do tipo de interação social predominante na organização; e
7) realizar coleta de dados sobre os tipos de interação social.
Produtos gerados
1) metodologia definida e expressa;
2) instrumentos de coleta de dados para identificação dos ativos coletivos;
3) instrumentos de coleta de dados para mapeamento das estruturas sociais da organização;
4) instrumentos de coleta de dados para identificação do tipo de interação social;
5) dados relativos aos ativos coletivos, estruturas sociais e tipo de interação coletados.
3. Análise do Diagnóstico
Após a fase do diagnóstico, a fase de análise é realizada com base nas informações coletadas e permitirá uma compreensão mais aprofundada dos recursos informação e conhecimento no que se referem ao capital social e às redes sociais do objetivo ou da função propostos para análise. A partir de algumas variáveis, podem ser identificados alguns problemas de mobilização desses recursos e, por consequência, a definição de ações que os suprimam ou minimizem.
A título de exemplo, a posição estrutural pode ser uma variável para aplicação do capital social na gestão da informação e do conhecimento. Medir o capital social não quer dizer atribuir um valor a todos os recursos acessíveis por um indivíduo ou um grupo, mas apenas àqueles recursos úteis em uma situação particular e que podem ser mobilizados em um dado momento, ou seja, na utilidade dos recursos e em sua acessibilidade potencial.
Atividades
1) estruturar e preparar os dados para submissão a uma ferramenta de análise;
2) submeter os dados coletados a uma ferramenta de visualização;
3) identificar padrões estruturais e de comportamento nas redes;
4) analisar os dados quantitativos coletados;
5) confirmar, por meio da comparação, os dados quantitativos e os visuais;
6) realizar reuniões para confirmação dos resultados apresentados nas redes e, se for o caso, ajustá-los se maneira a expressar melhor a realidade.
Produtos gerados
1) dados tratados e preparados para a uso em uma ferramenta de análise;
2) modelos de redes gerados pelas ferramentas de análise, bem como a organização dos dados quantitativos;
3) padrões de redes e de comportamento identificados e validados;
4) mapa das estruturas sociais da organização;
5) descrição dos ativos coletivos identificados; e
6) descrição dos níveis de interação social existentes na organização.
4. Definição de Ações
Com base na análise realizada na fase anterior, passamos à fase da elaboração das ações necessárias para o ajuste das condutas em relação às redes sociais. O foco desta fase está nos tipos de ação expressiva e instrumental conforme identificados e confirmados na fase anterior.
1) realizar reuniões para deliberação quanto às possíveis ações a serem tomadas;
2) selecionar ações a serem implementadas; e
3) desenvolver planos de projeto para a execução das ações propostas, com indicadores de resultado e desempenho, responsáveis, prazos e demais recursos necessários.
Produtos gerados
1) Planos de ação elaborados e aprovados.
5. Implementação das Ações
Na fase da implementação passa-se à operacionalização das ações, em que seus responsáveis exercitarão seus relacionamentos para a viabilização destes. Devem ser acompanhados em sua implementação e execução para que, por meio dos indicadores propostos, haja a avaliação de desempenho e de resultados.
Atividades
1) implementar os projetos propostos; e
2) estabelecer os mecanismos de acompanhamento.
Produtos gerados
1) Ações implantadas.
6. Avaliação
Esta fase, além de avaliar os resultados alcançados com a implementação das ações propostas, possui uma característica mais ampla, ao permitir a avaliação do processo do capital social estratégico como um todo. As ações implementadas serão avaliadas em relação ao impacto no capital econômico, político e social do indivíduo ou da coletividade – unidade, organização, equipe, etc. – ou em seu bem-estar físico, mental e de vida. Proporcionará também o resultado da efetividade, ou não, da ação, que, em um novo ciclo, desencadeará uma adaptação. Com relação às outras fases deste modelo, poderá identificar pontos necessários de ajuste quanto aos métodos empregados e aos produtos entregues.
Atividades
1) avaliação do resultado e do desempenho das ações propostas; e
2) avaliação dos métodos utilizados nas fases anteriores;
Produtos gerados
1) relatórios de avaliação para subsidiar adaptações ao objetivo ou função selecionadas.
2) proposta de ajustes, se necessário, nos métodos e produtos das fases anteriores.
Qual é a proposta a partir de agora? A proposta aplicarmos os modelos em casos reais de forma a melhorá-los e consolidá-los. Quem se habilta?
Modelo Processual do CSE
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Modelo Conceitual do CSE
O modelo conceitual do Capital Social Estratégico mencionado na postagem anterior está dividido na forma como segue:
1. Planejamento Estratégico e Estratégias Organizacionais
Servem como base para a definição do objetivo e da função do capital social a ser analisado. O conhecimento da missão, visão de futuro e valores organizacionais possbilita a criação de uma base de sustentação para a análise do capital social de um objetivo ou função.
2. Objetivos/Funções
O planejamento estratégico e as estratégias organizacionais geram um conjunto de objetivos a serem alcançados e também as ações necessárias para a consecução destes objetivos. O modelo pressupõe a adoção de um ou mais destes alvos – objetivos ou funções – para que seja feita a análise do capital social que o permeia. Deve-se identificar um objetivo alvo para a análise do capital social como por exemplo o fluxo de informação para a tomada de decisão, a disponibilização de conteúdos de interesse dos clientes, etc.
3. Ciência da Informação e do Conhecimento (ou outra área do conhecimento)
O destaque para esta parte do modelo se dá em função da demonstração de que os objetos de estudo se voltam apenas para o recurso informação e conhecimento. O ciclo da informação está presente nesse contexto tanto para os ativos informacionais tangíveis quanto intangíveis. Outro aspecto importante está na interdisciplinariedade proporcionada pela Ciência da Informação ao permitir a contribuição de outras áreas do conhecimento, permitindo outros formaa de abordagem.
4. Capital Social
Inserido como uma área de conhecimento que contribui para a Ciência da Informação, o capital social permite a compreensão dos relacionamentos existentes em um ambiente que possibilite a manutenção e o desenvolvimento do conjunto de informações e conhecimentos para o alcance de um objetivo ou a execução de uma função. Neste caso, o capital social não está isolado dos outros tipos de capital – humano, econômico, intelectual, etc. – estabelecendo-se uma forma sinérgica de composição de meios para o alcance do objetivo ou função desejada.
5. Estruturas Sociais
As estruturas sociais inerentes ao capital social mostram a formação das redes de relacionamento entre os atores de um determinado ambiente. Estabelecem a visão macro da estrutura social, possibilitando o conhecimento das redes sociais, das posições estratégicas e dos níveis hierárquicos que compõem esta estrutura. As estruturas sociais, porém, ainda não estabelecem as redes sociais. As redes sociais serão determinadas pelas estruturas sociais, ativos coletivos e interações sociais.
6. Ativos Coletivos
Estão ligados a norma, confiança, cultura e outros fatores que são influenciadores, junto com as estruturas sociais, da composição do capital social em um dado ambiente. A partir desse aspecto, pode-se identificar os padrões de distribuição do capital social para que sejam conhecidos os níveis de acesso aos recursos existentes na rede.
7. Interações Sociais
Dizem respeito aos tipos de interações sociais que podem ocorrer em um ambiente. São interações utilizadas para a manutenção dos recursos existentes e à sustentação das condições atuais e de forma que não haja perda de recursos. Podem também ser interações onde os recursos existentes entre os atores são diferentes, sendo que estes devem promover relações com atores com esse perfil para estabelecer o desenvolvimento dos recursos. Está ligado ao aumento de recursos e à inovação. As interações sociais estão associadas às estruturas sociais e, conforme o tipo de estrutura, são facilitadoras ou não de cada tipo de interação. Da mesma forma, ocorre com os ativos coletivos. São as interações sociais que fecham a composição dos elementos das redes sociais junto com as estruturas sociais e os ativos coletivos.
8. Mobilização
A mobilização dos recursos embutidos no capital social se dará por meio das redes sociais e suas ações compreenderão interações voltadas para a manutenção de recursos e para a inovação. Assim, quando ocorre a identificação dessas ações, pode-es criar um plano de implementação que contemple as atividades destinadas a atender cada um desses tipos de ação.
9. Implementação
São os planos de implementação das ações de mobilização dos recursos para atingir o objetivo ou atender à função. Definem os métodos de avaliação e os resultados esperados.
10. Avaliação
Trata da busca de informações a respeito dos elementos do modelo em relação ao resultado e ao desempenho de cada um, bem como das ações propostas e implementadas.

1. Planejamento Estratégico e Estratégias Organizacionais
Servem como base para a definição do objetivo e da função do capital social a ser analisado. O conhecimento da missão, visão de futuro e valores organizacionais possbilita a criação de uma base de sustentação para a análise do capital social de um objetivo ou função.
2. Objetivos/Funções
O planejamento estratégico e as estratégias organizacionais geram um conjunto de objetivos a serem alcançados e também as ações necessárias para a consecução destes objetivos. O modelo pressupõe a adoção de um ou mais destes alvos – objetivos ou funções – para que seja feita a análise do capital social que o permeia. Deve-se identificar um objetivo alvo para a análise do capital social como por exemplo o fluxo de informação para a tomada de decisão, a disponibilização de conteúdos de interesse dos clientes, etc.
3. Ciência da Informação e do Conhecimento (ou outra área do conhecimento)
O destaque para esta parte do modelo se dá em função da demonstração de que os objetos de estudo se voltam apenas para o recurso informação e conhecimento. O ciclo da informação está presente nesse contexto tanto para os ativos informacionais tangíveis quanto intangíveis. Outro aspecto importante está na interdisciplinariedade proporcionada pela Ciência da Informação ao permitir a contribuição de outras áreas do conhecimento, permitindo outros formaa de abordagem.
4. Capital Social
Inserido como uma área de conhecimento que contribui para a Ciência da Informação, o capital social permite a compreensão dos relacionamentos existentes em um ambiente que possibilite a manutenção e o desenvolvimento do conjunto de informações e conhecimentos para o alcance de um objetivo ou a execução de uma função. Neste caso, o capital social não está isolado dos outros tipos de capital – humano, econômico, intelectual, etc. – estabelecendo-se uma forma sinérgica de composição de meios para o alcance do objetivo ou função desejada.
5. Estruturas Sociais
As estruturas sociais inerentes ao capital social mostram a formação das redes de relacionamento entre os atores de um determinado ambiente. Estabelecem a visão macro da estrutura social, possibilitando o conhecimento das redes sociais, das posições estratégicas e dos níveis hierárquicos que compõem esta estrutura. As estruturas sociais, porém, ainda não estabelecem as redes sociais. As redes sociais serão determinadas pelas estruturas sociais, ativos coletivos e interações sociais.
6. Ativos Coletivos
Estão ligados a norma, confiança, cultura e outros fatores que são influenciadores, junto com as estruturas sociais, da composição do capital social em um dado ambiente. A partir desse aspecto, pode-se identificar os padrões de distribuição do capital social para que sejam conhecidos os níveis de acesso aos recursos existentes na rede.
7. Interações Sociais
Dizem respeito aos tipos de interações sociais que podem ocorrer em um ambiente. São interações utilizadas para a manutenção dos recursos existentes e à sustentação das condições atuais e de forma que não haja perda de recursos. Podem também ser interações onde os recursos existentes entre os atores são diferentes, sendo que estes devem promover relações com atores com esse perfil para estabelecer o desenvolvimento dos recursos. Está ligado ao aumento de recursos e à inovação. As interações sociais estão associadas às estruturas sociais e, conforme o tipo de estrutura, são facilitadoras ou não de cada tipo de interação. Da mesma forma, ocorre com os ativos coletivos. São as interações sociais que fecham a composição dos elementos das redes sociais junto com as estruturas sociais e os ativos coletivos.
8. Mobilização
A mobilização dos recursos embutidos no capital social se dará por meio das redes sociais e suas ações compreenderão interações voltadas para a manutenção de recursos e para a inovação. Assim, quando ocorre a identificação dessas ações, pode-es criar um plano de implementação que contemple as atividades destinadas a atender cada um desses tipos de ação.
9. Implementação
São os planos de implementação das ações de mobilização dos recursos para atingir o objetivo ou atender à função. Definem os métodos de avaliação e os resultados esperados.
10. Avaliação
Trata da busca de informações a respeito dos elementos do modelo em relação ao resultado e ao desempenho de cada um, bem como das ações propostas e implementadas.
Modelo Conceitual do CSE
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Modelo Conceitual e Processual do Capital Social Estratégico
O modelo do capital social estratégico possui foco na informação, no conhecimento e nas interações necessárias em um ambiente e é dividido em um modelo conceitual e outro processual. O primeiro nos mostra o que devemos conhecer sobre o tema a ser analisado e o segundo nos dá um framework para conduzirmos a análise do capital social estratégico. O capital social estratégico é o conjunto de relacionamentos que mobilizam os recursos informacionais e de conhecimento necessários para o alcance de um objetivo, seja para a manutenção desses recursos ou para a inovação. O modelo apresentado é orientado pelo capital social como recurso e possui ênfase nas redes sociais para a manutenção e o desenvolvimento de relações que proporcionarão acesso aos demais tipos de capital (humano, econômico, intelectual, etc.). As redes sociais são utilizadas em conjunto com outros fatores para a explicação de um determinado problema. Assim, as redes sociais não pretendem ser uma ferramenta para compreensão de tudo, mas um fator que auxilia no processo de entendimento junto a outros fatores.
Modelo Conceitual
O modelo conceitual do Capital Social Estratégico reúne os elementos necessários para a ligação do capital social e da Ciência da Informação e se atém apenas aos aspectos relacionados com a informação e o conhecimento conduzidos pelo compartilhamento e pela disseminação por meio das redes sociais. O ponto de partida está no planejamento estratégico e nas estratégias organizacionais - ou naquilo que se deseja obter -, as quais definem o contexto de aplicação do modelo.
Um pressuposto para o entendimento do modelo está na aceitação do capital social como um recurso estratégico aliado ao conceito de outros tipos de capital a serem utilizados pela organização.
Modelo Processual
A proposta de um modelo processual do capital social estratégico busca trazer um modus operandi para a análise do capital social sob a ótica da Ciência da Informação. Adota o ciclo de planejamento PDCA (Plan, Do, Check, Act) e seu ciclo de vida estabelece uma sequência de fases interrelacionadas de forma não-rígida, podendo, a qualquer momento, seguir ou voltar uma fase. Algumas fases também podem ser realizadas concorrentemente, porém devemos nos ater às fases seguintes, que são dependentes dos produtos entregues nas fases anteriores. De qualquer forma, o modelo processual estabelece quatro grupos de medição e análise do capital social:
Nos próximos posts detalharei mais os modelos conceitual e processual do capital social estratégico (CSE).

Um pressuposto para o entendimento do modelo está na aceitação do capital social como um recurso estratégico aliado ao conceito de outros tipos de capital a serem utilizados pela organização.
Figura - Esquema do Modelo Conceitual
- a presença e manifestação do capital social;
- como o capital social opera;
- propostas de ações para acesso aos recursos da rede; e
- constante avaliação de desempenho e resultado.
Figura - Esquema do modelo processual
Nos próximos posts detalharei mais os modelos conceitual e processual do capital social estratégico (CSE).
Modelo Conceitual e Processual do Capital Social Estratégico
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Capital Social Estratégico - Parte I - Análise Redes Sociais
De volta, vamos a mais um conceito para a consolidação do que chamamos de Capital Social Estratétigo: as redes sociais e a sua análise. Boa leitura.
As redes sociais conduzem a uma nova abordagem de pesquisa social com ênfase nas relações entre diversas unidades de interação, não só no indivíduo de forma isolada e independente. Para Nan Lin, um dos expoentes do estudo do capital social, as redes sociais “representam uma estrutura social menos formal nas quais existem (sic) pouca ou nenhuma formalidade no delineamento de posições e regras e na atribuição de autoridade aos participantes”. A forma de atuação de uma rede social é diferente de uma realizada em uma estrutura de rede formal ou mesmo nas chamadas redes temáticas. Suas relações se dão por meio do estabelecimento de acordos mútuos em que a persuasão é a base de convencimento. Porém, a formação de redes se dá de acordo com os interesses de cada indivíduo ou grupo. Podemos ter redes diferentes atuando em um mesmo ambiente. Esta é uma implicação que mostra o conceito de capital social de James Coleman. Uma rede temática está relacionada a um assunto específico e sua grande preocupação está em sua estrutura, diferentemente do capital social e das redes sociais.
A análise de redes sociais, sob a ótica das organizações, volta-se para os estudos das redes, visando à melhoria de sua competitividade, e está estreitamente relacionada com a gestão do conhecimento. Em artigo elaborado por Cláudio Terra e outros autores, eles enfatizam a importância dada pelas organizações de ponta à análise de redes sociais e a conceituam como sendo o “mapeamento da relação entre os diversos atores de uma organização e a representação destes relacionamentos na forma de matrizes, gráficos e análises quantitativas e qualitativas destes relacionamentos”. Este conceito, de forma ampla, caracteriza a essência do método e nos impele aos objetivos principais de seu uso para as organizações, que, de certa forma, estão alinhados com a Ciência da Informação: o conhecimento dos fluxos de informação e conhecimento. Assim, as redes sociais possuem um papel importante para a inovação, à medida que são elas que mantêm os canais e fluxos de informação, tendo como base a confiança e o respeito para a existência do compartilhamento de informação e da consequente inovação pela provocação dos processos mentais de seus atores. Com um foco mais organizacional, Cross e Parker vêem a análise de redes sociais contribuindo para o aumento da colaboração dentro das organizações. É colocada como mecanismo para obtenção de uma visão mais exata e de ajuda no processo de tomada de decisão e de promoção de uma efetiva colaboração. Desta forma, os executivos podem obter insights para tratar as desconexões e a inflexibilidade nas redes.
No próximo POST explorarei mais a metodologia da análise de redes sociais. aguardem.

As redes sociais conduzem a uma nova abordagem de pesquisa social com ênfase nas relações entre diversas unidades de interação, não só no indivíduo de forma isolada e independente. Para Nan Lin, um dos expoentes do estudo do capital social, as redes sociais “representam uma estrutura social menos formal nas quais existem (sic) pouca ou nenhuma formalidade no delineamento de posições e regras e na atribuição de autoridade aos participantes”. A forma de atuação de uma rede social é diferente de uma realizada em uma estrutura de rede formal ou mesmo nas chamadas redes temáticas. Suas relações se dão por meio do estabelecimento de acordos mútuos em que a persuasão é a base de convencimento. Porém, a formação de redes se dá de acordo com os interesses de cada indivíduo ou grupo. Podemos ter redes diferentes atuando em um mesmo ambiente. Esta é uma implicação que mostra o conceito de capital social de James Coleman. Uma rede temática está relacionada a um assunto específico e sua grande preocupação está em sua estrutura, diferentemente do capital social e das redes sociais.
A análise de redes sociais, sob a ótica das organizações, volta-se para os estudos das redes, visando à melhoria de sua competitividade, e está estreitamente relacionada com a gestão do conhecimento. Em artigo elaborado por Cláudio Terra e outros autores, eles enfatizam a importância dada pelas organizações de ponta à análise de redes sociais e a conceituam como sendo o “mapeamento da relação entre os diversos atores de uma organização e a representação destes relacionamentos na forma de matrizes, gráficos e análises quantitativas e qualitativas destes relacionamentos”. Este conceito, de forma ampla, caracteriza a essência do método e nos impele aos objetivos principais de seu uso para as organizações, que, de certa forma, estão alinhados com a Ciência da Informação: o conhecimento dos fluxos de informação e conhecimento. Assim, as redes sociais possuem um papel importante para a inovação, à medida que são elas que mantêm os canais e fluxos de informação, tendo como base a confiança e o respeito para a existência do compartilhamento de informação e da consequente inovação pela provocação dos processos mentais de seus atores. Com um foco mais organizacional, Cross e Parker vêem a análise de redes sociais contribuindo para o aumento da colaboração dentro das organizações. É colocada como mecanismo para obtenção de uma visão mais exata e de ajuda no processo de tomada de decisão e de promoção de uma efetiva colaboração. Desta forma, os executivos podem obter insights para tratar as desconexões e a inflexibilidade nas redes.
No próximo POST explorarei mais a metodologia da análise de redes sociais. aguardem.
Capital Social Estratégico - Parte I - Análise Redes Sociais
sábado, janeiro 03, 2009
Capital Social Estratégico - Parte I - Capital Social
A partir de hoje iniciaremos um conjunto de publicações com a intenção de divulgar o capital social estratégico (CSE) e seus modelos conceitual e processual. Inicialmente vou explorar alguns conceitos utilizados para a construção do CSE e posteriormente demonstrarei os modelos criados como um framework para sua utilização. Espero com isso, contribuir para as discussões a respeito dos temas capital social e análise de redes sociais no âmbito da ciência da informação. Vamos então para o primeiro conceito: o capital social.
O termo capital social, introduzido inicialmente pelos sociólogos e cientistas políticos, traz em seu bojo um conjunto de definições que têm em sua essência a obtenção de algum valor ou recurso, ou ainda a compreensão da natureza do envolvimento das pessoas nas redes informais e formais. Isso pode ser visto em diversos autores que tratam sobre o tema como Robert Putnam, James Coleman, Nan Lin, Ronald Burt e Ajejandro Portes. O ponto de partida para a construção de um conceito de capital social se inicia na discussão do que é capital a partir de Adam Smith que incluiu as habilidades individuais e úteis de uma população como parte do capital de um país. A obra de Adam Smith serve de referência para aqueles que contrapunham ou não o capitalismo. Um desses estudiosos foi Karl Marx que, em sua teoria, defendia a divisão das classes dos burgueses e dos trabalhadores. Essa teoria, também chamada de teoria clássica de Marx ou teoria Marxista, está baseada na produção e troca de commodities, ou seja, no custo de produção e no valor de troca no mercado. Considera o trabalhador de forma ainda mecanicista deixando de lado o conhecimento e habilidades inerentes aos seres humanos. Já Schultz e Johnson contestam a teoria clássica de capital ao afirmarem que os trabalhadores, antes explorados, tornam-se exploradores modificando a estrutura social que, na teoria marxista, estava na divisão de classes e agora se torna mais difusa, permitindo aos trabalhadores, ao investirem em conhecimento e habilidades, se tornem capitalistas. Surge então a teoria do Capital Humano.
O capital social pode ser visto como um ativo social em virtude das conexões de seus atores e ao acesso a recursos na rede ou grupo aos quais são membros. Os recursos existentes em um determinado ambiente podem ser de caráter material ou simbólico. Os recursos materiais são os representados pelos objetos da realidade como imóveis, dinheiro, bens em geral. Os recursos simbólicos são representados pelas normas, costumes, cultura, conhecimento, em geral intangíveis. A informação e o conhecimento possuem, no âmbito desta pesquisa e sem desconsiderar sua materialização em algum suporte físico, um caráter mais simbólico uma vez que estudaremos com maior ênfase sua característica informal.
O que percebemos é que o conceito de capital social, segundo alguns autores, se encontra fortemente ligado aos recursos inerentes às suas redes, o que implica à atribuição de um valor a esses recursos. Essa perspectiva de valor pode ser aplicada à informação e ao conhecimento uma vez que, entendidos como recursos, geram um tipo de relacionamento voltado para a oferta e procura. Essa valorização da informação e do conhecimento sofre a influência de forças internas e externas ao ambiente.
Procurando construir um conceito de capital social, os recursos pessoais possibilitam o acesso a outros existentes em uma rede, o que torna ainda maior o contexto do capital social. Já os recursos sociais estão embutidos nas relações sociais, nas ligações existentes entre diversos atores. Mesmo quando não há utilização desses recursos, existe a utilidade simbólica que promove a posição social. O capital social, sob uma perspectiva da ciência da informação, pode ser entendido como os recursos informacionais, de conhecimento e de relações existentes em um ambiente e necessários para sua manutenção e desenvolvimento que, por meio das interações entre os diversos atores desse ambiente, promovem a transferência da informação e do conhecimento para o alcance de um objetivo. Assim, o capital social promove as redes sociais como um canal de interação e de trocas de informação e conhecimento, que aliadas à confiança – característica inerente ao capital social – permitem o estabelecimento de um ambiente propício para a captura de recursos.

O termo capital social, introduzido inicialmente pelos sociólogos e cientistas políticos, traz em seu bojo um conjunto de definições que têm em sua essência a obtenção de algum valor ou recurso, ou ainda a compreensão da natureza do envolvimento das pessoas nas redes informais e formais. Isso pode ser visto em diversos autores que tratam sobre o tema como Robert Putnam, James Coleman, Nan Lin, Ronald Burt e Ajejandro Portes. O ponto de partida para a construção de um conceito de capital social se inicia na discussão do que é capital a partir de Adam Smith que incluiu as habilidades individuais e úteis de uma população como parte do capital de um país. A obra de Adam Smith serve de referência para aqueles que contrapunham ou não o capitalismo. Um desses estudiosos foi Karl Marx que, em sua teoria, defendia a divisão das classes dos burgueses e dos trabalhadores. Essa teoria, também chamada de teoria clássica de Marx ou teoria Marxista, está baseada na produção e troca de commodities, ou seja, no custo de produção e no valor de troca no mercado. Considera o trabalhador de forma ainda mecanicista deixando de lado o conhecimento e habilidades inerentes aos seres humanos. Já Schultz e Johnson contestam a teoria clássica de capital ao afirmarem que os trabalhadores, antes explorados, tornam-se exploradores modificando a estrutura social que, na teoria marxista, estava na divisão de classes e agora se torna mais difusa, permitindo aos trabalhadores, ao investirem em conhecimento e habilidades, se tornem capitalistas. Surge então a teoria do Capital Humano.
O capital social pode ser visto como um ativo social em virtude das conexões de seus atores e ao acesso a recursos na rede ou grupo aos quais são membros. Os recursos existentes em um determinado ambiente podem ser de caráter material ou simbólico. Os recursos materiais são os representados pelos objetos da realidade como imóveis, dinheiro, bens em geral. Os recursos simbólicos são representados pelas normas, costumes, cultura, conhecimento, em geral intangíveis. A informação e o conhecimento possuem, no âmbito desta pesquisa e sem desconsiderar sua materialização em algum suporte físico, um caráter mais simbólico uma vez que estudaremos com maior ênfase sua característica informal.
O que percebemos é que o conceito de capital social, segundo alguns autores, se encontra fortemente ligado aos recursos inerentes às suas redes, o que implica à atribuição de um valor a esses recursos. Essa perspectiva de valor pode ser aplicada à informação e ao conhecimento uma vez que, entendidos como recursos, geram um tipo de relacionamento voltado para a oferta e procura. Essa valorização da informação e do conhecimento sofre a influência de forças internas e externas ao ambiente.
Procurando construir um conceito de capital social, os recursos pessoais possibilitam o acesso a outros existentes em uma rede, o que torna ainda maior o contexto do capital social. Já os recursos sociais estão embutidos nas relações sociais, nas ligações existentes entre diversos atores. Mesmo quando não há utilização desses recursos, existe a utilidade simbólica que promove a posição social. O capital social, sob uma perspectiva da ciência da informação, pode ser entendido como os recursos informacionais, de conhecimento e de relações existentes em um ambiente e necessários para sua manutenção e desenvolvimento que, por meio das interações entre os diversos atores desse ambiente, promovem a transferência da informação e do conhecimento para o alcance de um objetivo. Assim, o capital social promove as redes sociais como um canal de interação e de trocas de informação e conhecimento, que aliadas à confiança – característica inerente ao capital social – permitem o estabelecimento de um ambiente propício para a captura de recursos.
Capital Social Estratégico - Parte I - Capital Social
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